Trabalhei por três anos com pacientes menor dependente químico, o que mais me chamava a atenção não era ter tantos dependentes jovens e sim a forma crítica que eles viam o sua doença, a negação era presente na maioria das vezes, mesmo que estivessem nitidamente drogados, nos grupos de recepção quando perguntávamos quanto tempo sem usar drogas, eles alegavam 15 dias um mês, e isso me deixava profundamente furiosa pensava dentro de mim ...quanto cinismo, demorei muito entender o porque daquela atitude, hoje sei que a vergonha e a auto-estima baixa levavam a aquele tipo de negação de si e de sua situação, negar a droga era negar que fazia uso dela e ter a aceitação do grupo. Outra coisa bem interessante que pude observar era quando um dos menbros do grupo terapêutico trasngredia uma das regras o grupo é quem decidia a punição. E sempre os usuários decidiam pela expulsão eram extremamente radicais não havia meio termo eles não aceitavam o deslize do colega de grupo. Interessante isso não?, embora estivessem no mesmo barco uns não apoiava o erro dos outros dentro do grupo;porque era só sair do ambiente que faziam sua interinha para comprar e usar a droga juntos.
Eu como muitas pessoas éramos extremamente preconceituosas com os dependentes, não conseguia encarar como doença. O tempo que passei neste grupo mudou muito a minha cabeça, hoje sinto vergonha de ter tido por muito tempo uma opinião preconceituosa e mesquinha a respeito da doença, logo eu uma profissional da saúde. Lá Conheci um sofrimento que vai muito além da vontade de usar ou não a droga, meninos e meninas que precisavam muito mais de atenção e carinho do que de broncas e castigos, sinto me muito orgulhosa de poder ter tido a oportunidade de saber amar o "FEIO", que na maioria das vezes tinha uma beleza interna infinita.
Eu como muitas pessoas éramos extremamente preconceituosas com os dependentes, não conseguia encarar como doença. O tempo que passei neste grupo mudou muito a minha cabeça, hoje sinto vergonha de ter tido por muito tempo uma opinião preconceituosa e mesquinha a respeito da doença, logo eu uma profissional da saúde. Lá Conheci um sofrimento que vai muito além da vontade de usar ou não a droga, meninos e meninas que precisavam muito mais de atenção e carinho do que de broncas e castigos, sinto me muito orgulhosa de poder ter tido a oportunidade de saber amar o "FEIO", que na maioria das vezes tinha uma beleza interna infinita.
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