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Exposição no museu Imagens do Inconsciente até Dezembro



Exposição "Memórias da loucura" pelo CCS( NO CETAPE)



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Trabalhei por três anos com pacientes menor dependente químico, o que mais me chamava a atenção não era ter tantos dependentes jovens e sim a forma crítica que eles viam o sua doença, a negação era presente na maioria das vezes, mesmo que estivessem nitidamente drogados, nos grupos de recepção quando perguntávamos quanto tempo sem usar drogas, eles alegavam 15 dias um mês, e isso me deixava profundamente furiosa pensava dentro de mim ...quanto cinismo, demorei muito entender o porque daquela atitude, hoje  sei que a vergonha e a auto-estima baixa levavam a aquele tipo de negação de si e de sua situação, negar a droga era negar que fazia uso dela e ter a aceitação do grupo. Outra coisa bem interessante que pude observar era quando um dos menbros do grupo terapêutico trasngredia uma das regras o grupo é quem decidia a punição. E sempre os usuários decidiam pela expulsão eram extremamente radicais não havia meio termo eles não aceitavam o deslize do colega de grupo. Interessante isso não?, embora estivessem no mesmo barco uns não apoiava o erro dos outros dentro do grupo;porque era só sair do ambiente que faziam sua interinha para comprar e usar a droga juntos.
Eu como muitas pessoas éramos extremamente preconceituosas com os dependentes, não conseguia encarar como doença. O tempo que passei neste grupo mudou muito a minha cabeça, hoje sinto vergonha de ter tido por muito tempo uma opinião preconceituosa e mesquinha a respeito da doença, logo eu uma profissional da saúde. Lá Conheci um sofrimento que vai muito além da vontade de usar ou não a droga, meninos e meninas que precisavam muito mais de atenção e carinho do que de broncas e castigos, sinto me muito orgulhosa de poder ter tido a oportunidade de saber amar o "FEIO",  que na maioria das vezes tinha uma beleza interna infinita.

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Celebra tua vida




Celebra a alegria de fazer anos de esperança.

Conta teus anos não pelo tempo, mas pelo espaço que fazes em teu coração.

Não pela amargura de uma dor, mas pela ressurreição que ela traz.

Não pelo número de troféus de tuas conquistas, mas pelo gosto de aventura em tuas buscas.

Não pelas vezes que chegaste, mas pelas vezes que tiveste coragem de partir.

Não pelos frutos que colheste, mas pelo terreno que preparaste e as sementes que lançaste.

Não pela quantidade dos que te amam, mas pela medida de teu coração, capaz de amar a todos