EVENTOS LOUCURA DE PORTAS ABERTAS

EVENTOS NO HOSPITAL



Exposição no museu Imagens do Inconsciente até Dezembro



Exposição "Memórias da loucura" pelo CCS( NO CETAPE)



sábado, 18 de junho de 2011

O paciente cri-cri

Inicei o plantão com vontade de ir para casa era um ano difícil alguns colegas licenciados outros faltavam muito, pois, o salário estava atrasando e as coisas estavam péssimas lá no hospital. Naquele dia, já sabia que ia de novo trabalhar sozinha, a minha amiga de plantão estava de licença médica,  teria que dar  conta daqueles pacientes todos sozinha e para piorar havia internado um paciente no dia anterior que segundo o relato da plantonista da noite ele era muito chato e abusadíssimo  tratava as pessoa como se fossem  escravas dele adorava dar ordens. Recebi o plantão ele estava dormindo, Lá pelas 10 horas da manhã o paciente cri-cri acordou e ai escutei duas pessoas  discutindo, fui ver o que estava acontecendo  ele estava  gritando com a faxineira queria que ela fosse esquentar o seu café que havia ficado na  mesinha de cabeceira.  Ele estava dormindo na hora que a copeira havia passado como o café que  era servido as 8 horas, é obvio que o mesmo estava pra lá de gelado, tentei apaziguar a situação e disse que não tinha como fazer o que ele estava pedindo. Sai da enfermaria e continuei tirando a medicação. Quando terminei já era umas 10:30 . Como a maioria  dos pacientes eram acamados  iniciei os banhos no leito de quem estivesse mais urinado ,lá por volta de umas 11:30 o paciente chato começou a gritar: enfermeira, enfermeira,enfermeira, fui ver o que ele queria o chato começou a dizer que era quase meio dia e ele estava sem banho que isso era uma absurdo. Olhei para os lados da cama não vi nenhuma cadeira de rodas conclui que nada o impedia de ir sozinho ao banho, ele estava recostado na cama com jornal na mão e as pernas cobertas, aí falei: senhor estou dando banho nos mais necessitados, porque que o senhor não se levantou ainda para tomar seu banho? aqui não tem enfermeira particular  , ai ele em um ataque de raiva puxou a colcha  de cima da perna e me respondeu vou como flutuando?, o paciente tinha os dois membros amputados. Fiquei muito sem graça e para não perder a autoridade falei: não querido de cadeira de rodas, ai ele me respondeu já apareceu alguma que até ontem não tinha. Realmente as duas cadeiras de rodas que estavam no setor havia quebrado e não tinha sido substituída ainda,mediante a situação  recolhia a minha insignificância, terminei o banho que estava dando no outro paciente e o próximo foi ele.
Quando contei a gafe para minhas colegas, elas riram muito. Fui ler o prontuário ele estava internado porque teve um surto pós- traumático por ter amputado os membros, devido a  um atropelamento, por isso o motivo de tanta agressividade.







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Celebra tua vida




Celebra a alegria de fazer anos de esperança.

Conta teus anos não pelo tempo, mas pelo espaço que fazes em teu coração.

Não pela amargura de uma dor, mas pela ressurreição que ela traz.

Não pelo número de troféus de tuas conquistas, mas pelo gosto de aventura em tuas buscas.

Não pelas vezes que chegaste, mas pelas vezes que tiveste coragem de partir.

Não pelos frutos que colheste, mas pelo terreno que preparaste e as sementes que lançaste.

Não pela quantidade dos que te amam, mas pela medida de teu coração, capaz de amar a todos