EVENTOS LOUCURA DE PORTAS ABERTAS

EVENTOS NO HOSPITAL



Exposição no museu Imagens do Inconsciente até Dezembro



Exposição "Memórias da loucura" pelo CCS( NO CETAPE)



quarta-feira, 6 de julho de 2011

O MENINO SEM PERNA

Ele internou pela primeira vez no hospital bem novinho com uns 9 anos , determinação judicial.Levadíssimo deixava todo mundo de cabelos em pro alto, chingava batia tocava o maior rebu no hospital comia de 6 pratos de comida ao mesmo tempo roubava os biscoitos dos outros pacientes pertences dos familiares um verdadeiro inferno, brigava com os pacientes maiores apanhava , muitas vezes tivemos que amarrá-lo na cama para não arrumar confusão e ser machucado pelos pacientes mais forte que ele, mas era um horror que ele gritava tanto que 10 minutos depois tínhamos que tira-lo das contenções, ai começava de novo o inferno, saíamos do plantão mortas de tanto apartar as brigas dele com os outros pacientes. Ele ia para o abrigo quando tinha alta, mas, fugia e novamente acabava internado, teve diversas internações. Um belo dia uma assistente social que era referencia dele o viu no centro do Méier sentado no chão sem uma das pernas pedindo esmolas , ela ficou muito comovida e levou-o para internação mais uma vez, chegando lá , logo o apelidaram de saci e foi o mesmo inferno perturbação constante . Um  dia um colega foi levá-lo ao juizado para ser abrigado, quando chegaram na porta do juízado o menino saiu da combi e pulando de uma perna só atravessou a presidente Vargas aos pulos  muito rápido, sumindo em meio ao transito, o colega que o levou já não era tão jovem e estava fora de forma , não conseguiu alcançá-lo perdendo o de vista, ao retornar ao hospital foi encarnado por muito tempo todos diziam que ele perdeu a corrida para um menino sem perna. Ele completou a maior idade passou a fazer parte de uma  boca de fumo ganhou de presente de um traficante uma perna mecânica depois soubemos que o seu padrinho do tráfico morreu ai ele foi expulso da favela e teve que vender a perna mecânica e voltou a pular de uma perna só novamente, alguns pacientes que moravam em comunidade e o conhecia nos relatou que ele foi assassinado, até hoje não sabemos se isso foi verdade. Ele foio objeto da pesquisa do curso de doutorado de uma psiquiatra que o atendia.

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Celebra tua vida




Celebra a alegria de fazer anos de esperança.

Conta teus anos não pelo tempo, mas pelo espaço que fazes em teu coração.

Não pela amargura de uma dor, mas pela ressurreição que ela traz.

Não pelo número de troféus de tuas conquistas, mas pelo gosto de aventura em tuas buscas.

Não pelas vezes que chegaste, mas pelas vezes que tiveste coragem de partir.

Não pelos frutos que colheste, mas pelo terreno que preparaste e as sementes que lançaste.

Não pela quantidade dos que te amam, mas pela medida de teu coração, capaz de amar a todos